
Caso aconteceu nesta segunda-feira (12) no Presídio Rogério Coutinho Madruga, em Nísia Floresta. Advogada deixa delegacia após prestar depoimento em Natal Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi Uma advogada foi levada a delegacia após ter sido flagrada se comunicando através de um bilhete com um presidiário, nesta segunda-feira (12). O papel continha orientações sobre tráfico de drogas, que seriam destinadas a familiares do homem. Segundo relato policial, a profissional estaria em um parlatório, com um detento do presídio Rogério Coutinho Madruga - conhecido popularmente como Pavilhão 5 de Alcaçuz - em Nísia Floresta, na Grande Natal, quando os policiais penais flagraram o homem mostrando um bilhete para ela. No papel, havia orientações sobre o tráfico de drogas e inclusive para entrada de entorpecentes no presídio dentro de tubos de creme dental. O preso - um homem de 33 anos apontado como líder do tráfico de drogas em um bairro da Zona Sul de Natal - ainda chegou a rasgar o bilhete, que foi "remontado" pela polícia. Bilhete foi rasgado pelo preso, mas policiais conseguiram remontar papel que continha orientações sobre o tráfico de drogas em Natal. Cedida A advogada foi detida pelos policiais penais na própria sala dos advogados no presídio e levada à delegacia de plantão da Zona Sul de Natal. A Ordem dos Advogados do Brasil acompanhou o caso. Uma equipe da fiscalização das prerrogativas da advocacia e outros colegas de profissão foram à delegacia na noite de segunda-feira (12). Em nota, a OAB disse que não há evidência concreta de cometimento de crime, entrega ou não do bilhete e que está monitorando o ocorrido. A delegada de plantão não autuou a advogada em flagrante, mas ela assinou um termo e vai responder a uma ação. Os policiais penais também foram ouvidos. Segundo a presidente do sindicato dos policiais penais, Vilma Batista, a comunicação externa dos detentos por meio dos advogados pode atrapalhar a estabilidade e segurança dos presídios. "Isso é inadmissível e os policiais penais não vão aceitar", afirmou. Na saída da delegacia, a advogada foi cercada e coberta pelos colegas para evitar ser filmada. Houve confusão entre os advogados e jornalistas que cobriam os fatos, inclusive com agressões físicas e palavrões. Uma equipe de jornalismo registrou um boletim de ocorrência em seguida. A advogada foi liberada depois de prestar depoimento, mas um inquérito foi aberto. O caso será investigado pela Delegacia de Nísia Floreste, onde fica localizado o presídio.

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